segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OFICINA DE CLOWN



OFICINA DE INICIAÇÃO: tem como objetivo trabalhar o ‘estado’ do clown no ator, trazendo a prontidão para estar em cena e poder transitar do cômico ao sensível, enfrentar o ridículo, o patético, a fragilidade humana. O trabalho permite que cada um possa se confrontar com resistências pessoais, situações limites despertando assim a formação de um repertório individual. Alguns tópicos abordados: Consciência Corporal; Estado do Clown; Ação e Reação; Triangulação; Foco; Relação com o outro; Improvisação. O mais importante aqui não é ser engraçado, e sim desprender-se de estereótipos, em busca de ações que se tornam cômicas por serem verdadeiras. A comicidade requer rapidez de raciocínio, perspicácia e flexibilidade no pensamento.

A oficina será de 05 a 11 de setembro de 2009.
Dias: 05, 06 e 07, das 09 às 17hs; e 08, 09, 10 e 11, das 19 às 23hs.
Local: Espaço Aberto Pierrot Lunar - Rua Ipiranga, 137 - Floresta - esquina com a rua Pouso Alegre.

MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: adelvaneneia@uol.com.br

SOBRE A MINISTRANTE: Iniciou-se na técnica de clown com Luís Otávio Burnier, grupo Lume/Campinas (1989). Em 1990 participa do estágio “Treinamento Cotidiano do Ator”, com Luís Otávio Burnier, Carlos Simioni e Ricardo Puccetti. Participou da “Assessoria Permanente n a Técnica de Clown” de 1992 a 1997 e do espetáculo ”Mixórdia em Marcha-Ré Menor” com coordenação e direção de Ricardo Puccetti. Desde 1997 apresenta seu solo “A-MA-LA” e o projeto “O Clown e Sua Poética”, dando início à circulação com o espetáculo e ministrando oficinas. Fundou em 2001 a cia. Humatriz Teatro, filiada à Cooperativa Paulista de Teatro. Em 2008 estréia o espetáculo “Inédito e Desfavorável” direção Naomi Silman, assitente de direção Marcos Becker. Como clown participou do Fórum de la Comicitat “Festival Internacional de Pallasses” – Andorra La Vella, Andorra; “Mit Valongo 2004”-7ª Mostra Internacional de Teatro - Fórum Cultural Ermesinde – Portugal; Fórum de Comicidade Feminina “Esse Monte de Mulher Palhaça” – SESC Copacabana, Rio de Janeiro; do Fórum Cultural Mundial no evento “Território Nômade” – SESC Interlagos e SESC Itaquera, São Paulo; e de três edições do Encontro Internacional de Palhaços “Anjos do Picadeiro”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

APRESENTAÇÃO LOTADA DE A DESAVERGONHADA


A Companhia Pierrot Lunar abriu o seu espaço para receber o espetáculo A desavergonhada, da premiada atriz italiana Anita Mosca, em uma única apresentação no dia 28 de julho de 2009. A peça, apresentada pela primeira vez no Brasil, é uma livre adaptação do romance homônimo da consagrada escritora palestina Sahar Khalifah, que rendeu à atriz o Prêmio Girulà de Melhor Atriz Protagonista 2007/2008 em Nápoles. Após o espetáculo houve um debate com a artista e um bar aberto ao público espectador.
Foi uma delícia!!




Anita Mosca em cena de A Desavergonhada


Denilson Silva (dançarino de Tango) e Anita Mosca


Dimir Viana comandou o debate que aconteceu logo após o espetáculo


A Cia Pierrot Lunar agradece a presença de todos e até o próximo evento.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A DESAVERGONHADA


Premiada atriz italiana se apresenta pela primeira vez no Brasil, em Belo Horizonte

A Companhia Pierrot Lunar abre seu espaço para receber o espetáculo A desavergonhada, da premiada atriz italiana Anita Mosca, que faz única apresentação no dia 28 de julho, terça-feira, às 20h, na sede do grupo, à rua Ipiranga, 137, bairro Floresta. A peça, apresentada pela primeira vez no Brasil, é uma livre adaptação do romance homônimo da consagrada escritora palestina Sahar Khalifah, que rendeu à atriz o Prêmio Girulà de Melhor Atriz Protagonista 2007/2008 em Nápoles. Após o espetáculo haverá um debate com a artista e um bar aberto ao público espectador. Os ingressos são limitados, podem ser adquiridos no dia da apresentação, com uma hora de antecedência, e custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia – classe artística, estudantes e maiores de 60 anos).

A desavergonhada

O espetáculo expõe um delírio de vozes e histórias que se misturam, uma memória polifônica de mulheres, atravessadas pelo conflito que violenta as suas vidas, forçadas a tentativas de adaptação a uma condição de subalteridade e objetivos de rebelião. Diversas línguas e dialetos, do napolitano, hipócrita e crítico, àqueles de outros lugares e de outros países, se seguem e se confundem para contarem, não um fato extremo de violência ou repressão nos confrontos do sexo feminino, mas a fadiga de ser mulher em certos contextos, a ferocidade das pressões sociais e sutis violências psicológicas, a crueldade de obrigações e limitações de alguns ambientes, à procura da maldita e inevitável relação, que existe em certas sociedades, entre ser mulher e a vergonha, a feminilidade e o escândalo.

A especialidade do trabalho de Anita Mosca é uma “dramaturgia de raiz ou de origem”, terminologia que se refere ao fenômeno da diversidade de dialetos que há na Itália. Pode-se encontrar diferentes linguagens em distintas cidades italianas. Grandes dramaturgos desse país, como Luigi Pirandello, Eduardo de Filippo, Dario Fo e Mimmo Cuticchio, pesquisaram seus dialetos para alcançar uma linguagem teatral mais perto da realidade do espectador, das pessoas comuns, aquilo que pode acontecer na vida de homens e mulheres.

Dessa forma, ao buscar as mesmas matrizes dessa pesquisa, Anita Mosca deparou-se com muitos aspectos similares na cultura de outros países mediterrâneos, como a Palestina. O trabalho sobre A desavergonhada, teve início com a leitura do romance de Sahar Khalifah, que a levou a uma identificação com sua própria infância e adolescência.

Em cada lugar do Mediterrâneo, há um violento preconceito sexual contra as mulheres, que são obrigadas a se manterem “tranquilas”, tamanha opressão. A apresentação do espetáculo no Brasil, para a atriz, tem uma motivação forte: perceber como é a situação da mulher em nosso país e em que medida se assemelha à Itália e à Palestina.

Quanto à linguagem cênica, o trabalho de Anita Mosca configura-se pela convergência de distintas expressividades: a palavra, a imagem, o movimento, a pintura, o sonho e a relação entre o ator e objeto. Em A desavergonhada, buscou um equilíbrio entre elas. Entretanto, o mais significativo em sua pesquisa é a motivação oferecida pelo espetáculo. “Uma peça tem que ser necessária, sempre”, afirma. “A realização é um processo criativo espontâneo e constantemente novo, mesmo na sala de ensaio”.

Serviço
O QUE: A desavergonhada
QUANDO: (Única apresentação) - 28 de julho, terça-feira, às 20h. Haverá debate após a apresentação.
ONDE: Espaço Aberto Pierrot Lunar (Rua Ipiranga, 137, Floresta)
QUANTO: Ingressos limitados R$10 (inteira) e R$5 (meia – classe artística, estudantes e maiores de 60 anos).

Crítica da imprensa

La republica, Giulio Baffi
“…Anita Mosca, que readaptou para o teatro A desavergonhada de Sahar Khalifah, colocando-a em um território do nosso Sul, dilatou a breve estória procurando inesperáveis espaços interiores, dimensões de inquietude universal, imprevistas invenções visionárias. Assim a família que oprime, o pai que ignora a linguagem da filha, a mãe que vive a sua vida reprimida e infeliz procurando um espaço de amor que foi sempre negado, os sonhos infantis e a dor possuem o corpo e a voz de Anita Mosca...”

Medinapoli, Manuela Sicurezza
“Com uma serie di transfert Anita consegue materializar no seu corpo de mulher, a dor de mil outras mulheres, distantes e próximas no tempo e no espaço. A cena é o seu próprio corpo e é nele que se alternam as personagens... Textos ricos de lugares comuns e ditos populares que caracterizam a tradição machista e injusta não somente do Sul da Itália, mas de todo o mediterrâneo. Meios reforçados de uma forte e sugestiva interpretação que dá voz a todas as mulheres que, no mundo e na historia, foram privadas da liberdade, da dignidade individual e do respeito digno de cada ser humano.”

OltreCultura, Imma Colella
“Impossível durante toda a duração da performance, destacar a visão do corpo magnético, um único corpo com o qual, com força e energia que não se podem impedir , se lançam sobre a cena as personagens do drama Mudhakkirat imrah ghair waqi’iyah. Pai, mãe, filha, marido, amigas, vizinhos e com todo este contexto social que, da Palestina dos anos ’60, se alargou para uma realidade feminina atual e universal, encontrando apoio momentâneo em um contexto familiar napolitano... Uma cenografia feita de luzes e sombras, de branco e preto, com músicas e ritmos sedutores, por vezes urgentes, ou estridentes a sublinhar e tornar aguda cada emoção transmitida por uma maravilhosa e poliédrica atriz.”

XIV Edição Prêmio Girulà - Melhor Atriz Protagonista
“Atriz forte e sensível consegue dar voz, em uma rica intriga de línguas à dor das mulheres, muito freqüentemente reprimidas e humilhadas por uma cultura hegemônica, também feminina”

Anita Mosca
Natural de Nápoles, Itália, é atriz, diretora e dramaturga, fundadora e integrante do grupo Alqantara, cujo objetivo é a divulgação e promoção da cultura árabe, com especial atenção para a Palestina. Além das atividades no âmbito teatral, escreve e dirige curtas-metragem. A desavergonhada já circulou por diversos cidades como Roma, Firenze, Veneza e Amã (Jordânia). Participou de vários trabalhos em seu país com artistas e grupos renomados, como o Teatro Proskenion de Scilla, Odin Teatret de Dinamarca e Theatre Al Kasaba di Ramallah.

Sahar Khalifah
É considerada a principal romancista palestina, amplamente elogiada por ter sido a primeira escritora feminista de seu país, e por seu estilo sensível, econômico e lúcido. Ela é a mais traduzida autora palestina após Mahmoud Darwish. Sua fama se estende para além das fronteiras palestinas e árabes, tendo sido traduzida em diversas línguas. Khalifah nasceu em 1941 na cidade de Nablus. Seu casamento, realizado em 1959 após sua graduação, terminou em divórcio 13 anos depois. Tem duas filhas e vive entre Amã, na Jordânia, e Nablus. A autora começou a escrever logo após a invasão israelita, em 1967, da Faixa de Gaza e na Cisjordânia, e publicou seu primeiro romance em 1974. Completou seus estudos secundários em 1959 em Amã, no Colégio Rosário. Após o divórcio, deu início a uma nova vida, e finalizou seus estudos em literatura inglesa na Universidade de Bir Zeit. Em 1980, conquistou uma bolsa Fulbright para estudar nos Estados Unidos e obteve um mestrado em literatura inglesa na Universidade de Chapel Hill, na Carolina do Norte. Ela também completou um doutorado em estudos sobre as mulheres e literatura americana na Iowa University, em 1988. Sahar retornou à Palestina em 1988, e fundou o Centro de Assuntos da Mulher em Nablus, que abriu uma sucursal na Cidade de Gaza, em 1991, e em Amã, em 1994.

Ficha técnica do espetáculo

Livre adaptação do homônimo romance di Sahar Khalifah
Direção, dramaturgia e atuação de Anita Mosca
Participação especial: Denilson Silva(bailarino, coreógrafo e pesquisador de Tango)
Supervisão do projeto musical de BkBostik
Obras de pintura de Ciro Di Matteo,
Foto de Davide Stasino
Figurino de Isabella Starace
Iluminação de Ciro di Matteo.
Tradução de Roberta Trajano.
Agradecimento especial a Omar Suleiman, Ed Andrade, Juarez Dias e Dimir Viana

Ficha Técnica – Produção Local

Tradução: Roberta Trajano
Montagem de luz: Bruno Cerezoli
Operação de luz: Nando Motta
Operação de som: Luiz Rocha
Mediador do Debate: Dimir Viana (Mestrando em Teatro Educação e Teatro do Oprimido)
Apoio Cultural e Produção Técnica: Cia Pierrot Lunar
Realização e Produção Executiva: Arethusa Iemini e Nyvea Karam

Contatos para entrevistas
Anita 9344-5137 ou Aretuza 9901-2207

Informações
Léo Quintão 31 9970-6521 ou www.espacoabertopierrotlunar.blogspot.com

terça-feira, 2 de junho de 2009

SEXO - Novo espetáculo da Cia Pierrot Lunar


Nosso novo espetáculo está pegando fogo.
O projeto de montagem foi aprovado no Prêmio Myrian Muniz - FUNARTE - 2009.
A trasnposição da literatura para o teatro é o nosso grande mote. Estamos nos deliciando com as situações criadas por André Sant'Anna.
No elenco estão: Bruno Cerezolli, Fernando Motta, Léo Quintão, Ludmilla Ramalho, Luiz Rocha,
Neise Neves e Ronaldo Jannotti. Direção é de Juarez Dias.


quinta-feira, 12 de março de 2009

BAZAR DE HISTÓRIAS - DIA 14 DE MARÇO 2009

Acompanhe tudo o que rolou no III BAZAR DE HISTÓRIAS

III “Bazar de histórias” da Cia. Pierrot Lunar
A Cia. Pierrot Lunar realizou em sua sede, no sábado dia 14 de março, a partir das 15 horas, a terceira edição do bem sucedido Bazar de histórias. O evento ofereceu ao público uma tarde
de atrações culturais em meio a um bazar, com diversos expositores parceiros, como o Meta Café, Inkaiko, Thaís Valadares, Chana, Jamil, Usados com Arte - Vinil , gastronomia, café, música, artesanato, presentes e BAR. A música mecânica ficou por conta do DJ JUÁ.


O Palhaço Alegria e a Banda 7 Estrelo iniciaram as atividades
do III Bazar de Histórias. Diversão e qualidade garantida.


O Coral do Colégio Magnum, sob a regência da maestrina Flávia,
encantou e emocionou a todos.


A meninas do Fofoca Erudita encantaram o Bazar.


A palhaça Tetéia mostrou um completo domínio do improviso.



O BAR do Bazar estava repleto de guloseimas, cerveja gelada,
refrigerante e o ótimo atendimento de Ludmilla Ramalho, Neise Neves e Fernando Motta.


Ludmilla Ramalho, Léo Quintão e Luiz Rocha fizeram uma nova
versão para o conto O HOMEM SEM SORTE.


Luiz Rocha encantou e arrasou com suas canções.


O Cineclub Privê exibiu diversos curtas e animações de cineastas mineiros, como João Carvalho, Byron O'Neil, Gulherme Reis, entre outros. Curadoria de Ronaldo Janotti.


O Trio Neise Neves (com o Davi na barriga) e Luiz Rocha fizeram
um show cênico musical que divertiu todo mundo.


Pra encerrar o Bazar, um videokê animou os últimos momentos
do III Bazar de Histórias da Cia. Pierrot Lunar.
Até o próximo!

quarta-feira, 11 de março de 2009

ESPAÇO ABERTO - CENA MINAS


O projeto “Espaço Aberto” e a pesquisa de linguagem

Comemorando uma trajetória de 15 anos de atividades neste ano, a Cia. Pierrot Lunar desenvolveu pesquisa sistematizada sobre a encenação de textos narrativos, sob orientação e direção de Juarez Dias. A pesquisa investigou, em âmbito teórico e prático, os recursos de que o teatro dispõe para se colocar em cena uma narrativa, traduzindo em ação suas vozes, imagens e tempos verbais, sem que o texto literário seja desconstruído. Trata-se de uma adaptação cênica da narrativa e não uma adaptação tradicional que transforma o texto literário em dramático. Todo o processo de pesquisa está registrado no blog: http://www.espacoabertopierrotlunar.blogspot.com
O núcleo de atores-pesquisadores do projeto da Cia. Pierrot Lunar é formado por Neise Neves e Léo Quintão e os convidados Jussara Fernandino, Ludmila Ramalho, Bruno Cerezoli e Luiz Rocha.
O “Espaço Aberto” teve início em abril de 2008. Nesta fase, que compreendeu um período até junho, foram realizados a estruturação da pesquisa, sua metodologia e referencial teórico, abertura da sede do grupo e formação do núcleo de atores-pesquisadores. Em julho teve início a primeira fase da pesquisa, intitulada “A reinvenção do teatro”, ponto de partida para situar a pesquisa na cena contemporânea e refletir sobre a relação do teatro com a sociedade atual. Foi realizado um debate com o tema “O teatro no contexto da cultura e da comunicação de massa”, dialogando com a Socióloga Mara Greide, a Filósofa Vanessa Madrona e o Jornalista e Escritor Léo Cunha.
Em agosto, o foco do trabalho foi a abordagem do texto literário, suas vozes, espaços e tempos verbais, investigação sobre o narrador e o ator-narrador. Nesta perspectiva foi inserido um segundo encontro aberto ao público, sobre o tema “A palavra e a escrita”, com a presença dos escritores Branca Maria de Paula e Edmundo de Novaes Gomes.
No mês de setembro, o “Espaço Aberto” concentrou-se no estudo dos vários tipos de narradores na literatura: o de tradição oral, o do romance literário e o pós-moderno. Em seguida, dando início às atividades práticas, o grupo cursou a oficina “O contador de histórias”, com Gislayne Matos.
Em outubro e novembro, a Cia Pierrot Lunar dirigiu sua pesquisa à investigação propriamente dita sobre formas de fazer narrativo no teatro, especificamente sobre a encenação de textos literários sem que o texto original seja adaptado. Os experimentos práticos, em que foram aplicadas as categorias cênico-literárias estudadas, resultaram na montagem de um trecho do conto “Acontecimento em Vila Feliz”, do mineiro Aníbal Machado. Todas as atividades do projeto tiveram entrada franca.
Para o ano de 2009, a Cia. Pierrot Lunar orienta suas atividades na montagem de novo espetáculo, pautado pela linguagem pesquisada, enquanto mantém em repertório e turnê o premiado “Atrás dos olhos das meninas sérias”.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ 2009


sábado, 13 de dezembro de 2008

BAZAR DE HISTÓRIAS - DIA 13 DE DEZEMBRO

BAZAR + comemoração dos 15 anos da Cia Pierrot Lunar





domingo, 23 de novembro de 2008

COMO CHEGAR NA SEDE DA PIERROT LUNAR


Rua Ipiranga, 137, esquina com Rua Pouso Alegre,
Bairro Floresta

terça-feira, 11 de novembro de 2008

BAZAR DE NATAL - DIA 13 DE DEZEMBRO

O Bazar de Histórias de outubro foi delicioso e terminou com gostinho de "quero mais".
Por isso, a Pierrot Lunar irá promover no próximo dia 13 de dezembro o Bazar de Histórias de Natal, para apresentarmos o resultado das experimentações do Projeto Espaço Aberto, além, é claro, de soltarmos a franga para cantar, sambar, comer, beber, comprar, rir, chorar, namorar, dançar, enfim, confraternizar.

Esperamos por você na sede da Pierrot!!

sábado, 8 de novembro de 2008

Forward

Depois da felicidade da realização do primeiro Bazar de Histórias, voltamos a mergulhar um pouco mais na nossa pesquisa de encenação de textos literários. Finalizamos textos de Luis Alberto Brandão Santos e Silvana Pessôa de Oliveira sobre o tempo e espaço ficcionais na literatura, encaminhamos nossas reflexões sobre a narrativização da cena no teatro contemporâneo, a partir de ensaio de José da Costa (Unirio). Enquanto isso, definimos nosso exercício cênico maior, experimental, para colocarmos em prática todos os conhecimentos adquiridos durante o processo de investigação.

Trata-se da montagem do conto "Acontecimento em Vila Feliz", do escritor mineiro Aníbal Machado. Atores e diretor dão start para o processo, cujos resultados serão apresentados ao público no segundo Bazar de Histórias, em dezembro.

Aguardem!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O BAZAR DE HISTÓRIAS

O dia 04 de outubro de 2008 marcou a sede da
Cia. Pierrot Lunar. Veja as fotos:
os preparativos
bijouterias da Morgana

brechó do Meta Café


bolsas da Cybele
música que vem de Minas da Discoteca Pública - Edu Pampani

colares da Priscila


vinil para todos os gostos


Marco Antônio contando histórias com os grupos Artistas Independentes e Villa Cínica, direto de Conselheiro Lafayete


Luiz Rocha arrasando na voz e violão

canja de Janaína Assis. No bazar é assim, deu vontade ... é só subir no palco ou levantar a voz

e lá foram Neise e Luiz

com a Ludmilla também

depois da Pierrot Lunar contando a história do homem sem sorte (ninguém tirou foto desse momento), teve a mestre Gislayne Matos arrasando na sua contação

teve até a maravilhosa grega contando sua história e fazendo sua performance, mesmo sem dominar a língua portuguesa. foi fofo!!

experimentando as roupas do brechó

as meninas do meta café - brechó


leitura da crônica No Meio da Palha, de Branca Maria de Paula, por Neise e Ludmila


E assim foi o primeiro BAZAR DE HISTÓRIAS da Pierrot Lunar, dentro projeto Espaço Aberto.

Dia 13 de dezembro a Cia. promete repetir a dose para comemorarmos o Natal e despedirmos de 2008 com muita alegria e arte. Até lá!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

QUAL BAZAR FOI O SEU?

Deixe suas impressões sobre o
BAZAR DE HISTÓRIAS de 4 de outubro!
Para postar, clique em "comentários". Obrigado!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

BAZAR DE HISTÓRIAS - 04 de outubro


OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Nos dias 23, 26 e 30 de setembro, o Projeto Espaço Aberto, da Cia. Pierrot Lunar, recebeu em sua sede, a contadora de histórias Gislaine Matos. Foram três dias de uma oficina deliciosa.





Jussara Fernandino, Luiz Rocha, Neise Neves,
Gislaine Matos, Juarez Dias, Léo Quintão,
Ludmilla Ramalho e Bruno Cerezoli - participantes
da oficina de Contação de Histórias

O HOMEM SEM SORTE

Conto que trabalhamos durante a oficina de CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS.
Oficina realizada na Sede da Cia. Pierrot Lunar, dentro do Projeto Espaço aberto.

O HOMEM SEM SORTE
Tradição africana

Há muito tempo atrás, não muito longe daqui, havia um homem que se sentia muito infeliz. Nada do que ele fazia dava certo. Se ele plantasse umas sementes, o sol vinha muito forte e as esturricava ou, então, vinha uma chuva pesada e levava as sementes na enxurrada.
O homem achava que era a pessoa mais sem sorte desse mundo. Começou a lamentar-se e queixar-se com todo mundo. Assim, as pessoas começaram a afastar-se dele. Quando o viam caminhando em um lado da rua, imediatamente atravessavam para o outro lado, evitando ouvir suas lamúrias. Além de sem sorte, este homem também se tornou muito solitário.
Um dia, o homem cansou-se de sua própria infelicidade e resolveu fazer algo a respeito...
QUEM QUISER SABER O FINAL DA HISTÓRIA...
DIA 04 DE OUTUBRO, A PARTIR DAS 15HORAS, NA SEDE DA CIA. PIERROT LUNAR.
NÃO PERCA!!

sábado, 27 de setembro de 2008

LEITURA - A FILHA DO MERCADOR

Começamos a ler dividir o texto A FILHA DO MERCADOR,
da portuguesa Maria Isabel Barreno


Maria Isabel Barreno (Lisboa, 10 de Julho de 1939) é uma escritora portuguesa. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Dedicou-se à causa do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com as escritoras Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa.


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

30 de setembro - A PALAVRA E A ESCRITA

Mais uma vez, a sede da Cia. Pierrot Lunar recebeu um
público interessado. Abrir a nossa casa para os vizinhos e
público em geral, tem sido um grande prazer.

Neise Neves fez uma lietura do conto NO MEIO DA PALHA,
de Branca Maria de Paula
Juarez Dias, Léo Quintão e Luiz Rocha fizeram uma leitura
do texto TUDO ISSO E MUITO MAIS, de Edmundo de Novaes Gomes.

Após o temporal (18h.) que acabou com a luz de quase toda a BH,
algumas pessoas permaneceram envolvidas na
discussão sobre literatura, iluminadas pelas velas.
Todos, ao redor do fogo, para ouvir histórias.

Depois do temporal - lá pelas 21h. Curta-metragem Bárbara

do conto de Edmundo de Novaes Gomes e direção de Carlos Gradim

domingo, 7 de setembro de 2008

Fechamentos do mês - 26 e 29 de agosto

Dia 26 de agosto de 2008
Terça - 9h30

-Fizemos um pequeno relato sobre a nossa ida à Conselheiro Lafaiete. -Aprofundamos as nossas discussões sobre o texto de Michel Foucault - O QUE É UM AUTOR?

"A noção de autor constitui o momento forte da individualização na história das idéias, dos conhecimentos, das literaturas, na história da filosofia também, e na das ciências..."

"...A nossa cultura metamorfoseou este tema da narrativa ou da escrita destinadas a conjurar a morte: a escrita está agora ligada ao sacrifício, ao sacrifício da própria vida; apagamento voluntário que não tem de ser representado nos livros, já que se cumpre na própria existência do escritor. A obra que tinha o dever de conferir a imortalidade passou a ter o direito de matar, de ser a assassina do seu autor."

"...a marca do escritor não é mais do que a singularidade de sua ausência: é-lhe necessário representar o papel do morto no jogo da escrita."


Dia 29 de agosto de 2008
Sexta - 16h.


-Definições para o encontro do dia 30 - Palavra-Pensamento "A palavra e a escrita"
-Hora de falarmos sobre o livro O NARRADOR de Walter Benjamin que tece considerações sobre a obra de Nikolai Leskov
"Por mais familiar que seja seu nome, o narrador não está de fato presente entre nòs, em sua atualidade viva. Ele é algo de distante, e que se distancia ainda mais."
"...A experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorreram todos os narradores." (...) "A figura do narrador só se torna plenamente tangível se temos presentes esses dois grupos."
"...O primeiro indício da evolução que vai culminar na morte da narrativa é o surgimento do romance no início do período moderno." (...) "Quanto maior a naturalidade com que o narrador renuncia às sutilezas psicológicas, mais facilmente a história se gravará na memória do ouvinte, mais completamente ele assimilárá à sua própria experiência e mais irresistivelmente ele cederá à inclinação de recontá-la um dia." (..) "O tédio é o pássaro de sonho que choca os ovos da experiência" (...) "memória é a mais épica de todas as faculdades."

Como de costume, fazemos uma leitura ao final de cada encontro.
Ludmilla Ramalho leu NO MEIO DA PALHA de Branca Maria de Paula.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A PALAVRA E A ESCRITA


CONSELHEIRO LAFAIETE - 23/08/2008

Foi uma delícia o encontro que tivemos com o grupo teatral Artistas Independentes Produções em Conselheiro Lafaiete, que aconteceu no último sábado, dia 23 de agosto, fruto do intercâmbio com a Pierrot Lunar, proporcionado pelo Cena Minas. Marco Antônio Cruz e Sérgio Laviann, núcleo principal do grupo, recepcionou-nos com imenso carinho e ainda nos presentiou com uma multiplicação desse intercâmbio. É que dentro das atividades de formação que desempenham arduamente na cidade, nasceu outro grupo, o Villa Cínica, que compartilhou conosco essa troca de experiências.








Sérgio, Léo, Marco, Neise e Juarez, na porta do Rota local parceiro e de trabalho do grupo


E foi uma troca muito rica, na qual pudemos falar sobre nosso trabalho, sobre o Espaço Aberto e, principalmente, escutar o que eles tinham a dizer. Regado a comes e bebes, já um hábito do projeto captado pelos companheiros de Lafaiete, o encontro foi além do esperado e com vontade de não terminar.

e o debate esquenta


Artistas Independentes, Villa Cínica e Pierrot Lunar

Agora, para o nosso Palavra-Pensamento do dia 30 de agosto, esperamos toda a turma aqui no nosso Espaço Aberto - Sede da Cia. Pierrot Lunar, para debatermos com dois importantes escritores mineiros: Branca Maria de Paula e Edmundo de Novaes Gomes. Até lá!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PALAVRA-PENSAMENTO

O teatro no contexto da cultura e da comunicação de massa

É no panorama descrito anteriormente que situamos nosso primeiro “Palavra-pensamento”, cujo tema é O teatro no contexto da cultura e da comunicação de massa. A proposta do encontro é discutir, num nível mais ampliado, a partir do olhar da Sociologia, Filosofia e Ciência da Comunicação, o teatro e sua relação com a sociedade contemporânea, com a mídia e a cultura de massa.


Encontro realizado no dia 09 de agosto de 2008 na sede da Cia. Pierrot Lunar.


*Léo Cunha é Jornalista, Doutorando em Cinema e Mestre em Ciências da Informação pela UFMG, professor da disciplina Jornalismo Cultural do Uni-BH e premiado escritor.
*Mara Greide é Socióloga formada pela UFMG, pesquisadora e professora universitária de Antropologia Cultural e Sociologia das Organizações do Uni-BH.
*Vanessa Madrona é Filósofa, Doutoranda e Mestre em Filosofia pela USP, professora universitária de Estética e Cultura de massa no Uni-BH e Coordenadora da Pós “Design e Cultura” da FUMEC.

Esperamos você no 2º PALAVRA-PENSAMENTO, dia 30 de agosto de 2008, às 17h., na sede da Cia Pierrot Lunar - Rua Ipiranga, 137, Floresta, esquina com rua Pouso Alegre.

A reinvenção do teatro

Por Juarez Dias
Diretor-orientador


Na primeira fase de pesquisa do grupo, batizada de A reinvenção do teatro, examinamos e discutimos o pensamento do diretor francês Denis Guénoun e do diretor canadense Robert Lepage. Esses dois artistas e pensadores propõem como reflexão os caminhos que o teatro vem buscando trilhar a partir da modernidade e na contemporaneidade.

Denis Guénoun, ator, diretor e professor da universidade e Paris V, parte da premissa da necessidade do teatro para reexaminá-lo em vários períodos de sua história no Ocidente. Num apanhado geral dessas idéias o autor esclarece a quais necessidades o teatro não responde mais:

No período clássico grego, há a necessidade de uma prática (cênica), no sentido em que os agentes da ação dramática são tanto os que representam quanto os representados; e da necessidade de uma teoria (espectadora), ou seja, o espectador vê o teatro para conhecer algo que desconhece.

Nos séculos 17, 18 e 19, a partir das idéias de DÁubignac, Sante-Albine Diderot, a necessidade do teatro está dividida: para o ator é a necessidade de identificação com o personagem ao representar; para o espectador, necessidade de ilusão quando se assiste à peça.

No final do século 19, início do 20, Freud examina a relação do ator e do espectador com o fenômeno teatral e pontua que ambos se identificam com o personagem, idéia que vai de encontro à primeira fase do método de Stanislavski. Ator efetivo e espectadores concretos se eclipsam na irrealidade do teatro.

No século 20, quando o cinema é inventado e se insere no cotidiano das pessoas, ele se apropria, desenvolve e potencializa algumas categorias que o teatro até então buscava realizar: a criação da ilusão, a identificação do espectador tanto com o personagem quanto com o olhar da câmera, a construção narrativa dramática tradicional. A imagem, substrato da linguagem cinematográfica, tem estatuto de realidade e não de ficção. No teatro, por sua natureza, a imagem só existe como metáfora, figuração. Portanto, o cinema capturou o imaginário que o teatro tentava desenvolver. Se no teatro foi preciso o ator se separar do personagem, no cinema eles são uma poderosa unidade. O cinema, e em seguida a teledramaturgia, proporciona identificação em massa dos espectadores.

A partir da segunda metade do século 20, Guénoun informa que a necessidade do teatro não reside mais no regime da representação/ indentificação tanto do ator quanto do espectador. O que restou ao teatro foi sua teatralidade e seus elementos: ator, espaço cênico, figurinos, luz, música, texto. Daí, o teatro se torna necessário como jogo que desvenda sua teatralidade para o espectador. A lógica do jogo cênico reside em sua existência cênica e na exigência apresentativa. O espectador agora passa a identificar-se com o ator, no sentido do seu ofício de atuar e não do persona ou personagem. O espectador de teatro sumiu: em seu lugar, alguns poucos fanáticos e muitos outros migrantes. Ele propõe que o teatro deve buscar sua não-teatralidade, mas sem se esquecer do élan que deve ser tecido com o espectador. A relação com o espectador está caótica: o teatro amador se apresenta para amigos e familiares, enquanto o teatro profissional se atém a seus pares. Pensando em nossa realidade, percebemos que o teatro profissional, em algum nível, ainda depende das relações interpessoais para manter ou alavancar suas temporadas, enquanto os próprios atores e diretores não freqüentam os espetáculos de colegas. Portanto, Guénoun propõe que o teatro deve se expor a ouvir aqueles que não gozam de suas vantagens.

Robert Lepage, consagrado diretor canadense da Cia. Ex Machina, analisa o teatro a partir do final do século 20 e percebe falta de vida no teatro atual. Espetáculos marcados, engessados que apenas se reproduzem diariamente nas temporadas. Ele propõe espetáculos em processo, que se construam durante as apresentações públicas, resgatando seu caráter de jogo e por isso ativando no espectador sua curiosidade, despertando-o da letargia da vida cotidiana, incitando o ator mais à idéia de jogar em cena que atuar, propondo uma interseção efetiva de linguagens (música, dança, vídeo, ópera etc) na apresentação cênica. Para ele, não se deve duvidar da capacidade de compreensão do espectador, pois que este lida com uma multiplicidade de atividades e linguagens em seu cotidiano e por isso sua mente é mais elástica. É preciso usar a inteligência devolvida do público. Retrabalhar a comunicação com o espectador no sentido de comunhão, de compartilhamento. As pessoas ainda vão ao teatro para se sentar ao redor do fogo e ouvir histórias.

É no século XX, a partir do advento do cinema e dos meios de comunicação de massa, que o teatro parece divorciar-se de seu público, este agora interessado na potência, alcance e na magia das novas linguagens audiovisuais. Estando à margem da cultura de massa, pela sua natureza artesanal e sua necessidade de presença do ator e espectador no mesmo tempo e espaço, percebemos que o teatro encontra-se no impasse de como reencontrar seu público. Uma pergunta que tem nos envolvido durante os encontros é “qual a necessidade do teatro hoje, para quem faz e para quem assiste?”

Leituras básicas

MCCALPINE, Alison. Robert Lepage. In: DELGADO, Maria M. e HERITAGE, Paul. Diálogos no palco. Rio de Janeiro: Ed. Francisco Alves, 1999.

GUÉNOUN, Denis. O teatro é necessário? São Paulo: Ed. Perspectiva, 2004.

Leituras complementares

AGAMBEN, Giorgio. No mundo de Odradek: a obra de arte frente à mercadoria. In: AGAMBEN, Giorgio. Estâncias: a palavra e o fantasma na cultura ocidental. Trad. Selvino José Assmann. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Trad. José Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 1989.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.

COELHO, Teixeira. Moderno e pós-moderno – modos & versões. São Paulo: Iluminuras, 1995.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

CONTINUANDO...

Dando continuidade ao estudo do livro O Teatro é necessário?, de Denis Guénoun, discutimos, no dia 29/08, o capítulo IV, que fala do surgimento do cinema e como este se apoderou do imaginário do espectador.

Como de costume, fazemos uma leitura ao final de cada encontro.
Cecília Bizzotto escolheu Branca Maria de Paula.

No dia 05/08, o capítulo V fecha e conclui que o teatro é um jogo, em que o espectador também é um participante. Ele não vai mais ao teatro para apenas se identificar com uma personagem, mas sim para ver como o ator executa seu trabalho. Segundo Guénoun, o teatro amador tem como público seus parentes e amigos e o teatro profissional seus pares. E o livro pára na década de 1970. Será que evoluimos?

Para as décadas de 1980 e 1990, nosso orientador Juarez Dias escolheu Robert Lepage, que complementa propondo "espetáculos em processo, que se construam durante as apresentações públicas, resgatando seu caráter de jogo e por isso ativando no espectador sua curiosidade, despertando-o da letargia da vida cotidiana, incitando o ator mais à idéia de jogar em cena que atuar."
Esse debate fechou a primeira fase das discussões internas, na sexta-feira, dia 08/08, para, no dia seguinte, realizarmos o seminário Palavra-Pensamento, com os convidados da área de comunicação. Mas isso, fica para a próxima blogada.

domingo, 3 de agosto de 2008

Encontro do dia 22 de JULHO

O nosso encontro começou com a comemoração do aniversário da Jussara Fernandino. Um café da manhã iluminado. As discussões sobre o livro "O TEATRO É NECESSÁRIO?" estão agitadas. Em breve, aqui no nosso blog, um resumo das discussões que movimentam os nossos encontros. Por enquanto, mais algumas fotos do dia 22 de julho.



Como de costume em nossos encontros, Bruno Cerezoli fecha o dia com a leitura de mais um texto que decora nosso espaço.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Encontro do dia 15 de JULHO

Era uma terça-feira, dia 15 de julho de 2008, na sede da Cia. Pierrot Lunar. O Projeto Espaço Aberto recebia mais uma manhã de discussões sobre o livro de Denis Guénoun - O TEATRO É NECESSÁRIO? A pauta do dia eram os capítulos inicais do livro - introdução + capítulo 1.
Chá, café, queijo quente e biscoitos acompanharam as discussões
Estavam presentes: Léo Quintão, Neise Neves, Juarez Dias,
Cecilia Bizzoto, Ludmilla Ramalho e Bruno Cerezoli


O TEATRO É NECESSÁRIO?

sábado, 12 de julho de 2008

IMPRESSÕES SOBRE NOSSO ENCONTRO

O encontro do dia 09 foi muito agradável e reflexivo. O ponto de partida foi o livro que tem como título a pergunta: o teatro é necessário?

A partir daí, foi dada a largada para um debate solto, livre e que produziu uma reflexão muito interessante: o embate entre o que nós queremos falar, entre a necessidade que temos como artistas de expressarmos nossas inquietações, e o que é que o espectador quer ver, ouvir e que interesse despertamos. O prazer e a necessidade de fazer, com o prazer de assistir, de receber. Será que o ponto de partida é o que eles querem ou também podemos dar a oportunidade de se surpreenderem com algo que desconheciam e que os faça refletir? Qual é o lugar do teatro hoje? O que estamos fazendo? Como estamos fazendo? Como superar a facilidade que outros veículos têm de proporcionar esse prazer da ilusão, com recursos cada vez mais elaborados? Como atrair pessoas, justamente pela peculiaridade do teatro de nada disso possuir?

Provocações foram feitas, questionamentos levantados, dúvidas sempre presentes, algumas sem respostas e outras com respostas diversas para uma mesma questão. Relatos de experiências que cada um de nós já teve pelos palcos afora, para tentar explicar, ilustrar, entender...

Tudo valeu como estímulo para um próximo encontro. O capítulo seguinte de uma discussão que dará ainda muito caldo. Aliás, o caldo de ervilha servido ao final e complementando o debate, com uma dose de vinho para esquentar o frio, fechou a noite desta quarta, com a promessa de mais aprendizado para todos nós.
Até o dia 15, terça-feira, quando continuaremos nossas conversas.
por Neise Neves

Juarez Dias - Orientador provocador - e Cybelle - o caldo estava ótimo

Jussara Fernandino, Neise Neves, Juarez Dias, Léo Quintão, Olavo de Castro, Ed Andrade, Bia França, Cybelle Calonge e Ronaldo Janotti (acompanhando tudo da Itália)

terça-feira, 8 de julho de 2008

A REINVENÇÃO DO TEATRO

Neste primeiro módulo da nossa pesquisa, vamos discutir os impactos que o teatro sofreu com a invenção da modernidade (séculos XIX - XX) e o surgimento do cinema e dos meios de comunicação de massa. Envolto pela nova cultura de massa, o teatro foi obrigado a se reinventar e ainda está à procura de sua resignificação no panorama contemporâneo. A partir do pensamento de Denis Guénoun, Walter Benjamin, Vanessa R. Schwartz, Miriam Bratu Hansen, Teixeira Coelho e Stuart Hall, buscaremos uma reflexão sobre a especificidade do teatro, sua inserção na sociedade atual e sua relação com o público (ou a falta dele). O primeiro texto a ser examinado é O teatro é necessário?, de Denis Guénoun. Em breve, serão postadas as reflexões oriundas do debate.

PALAVRA-PENSAMENTO - 09 julho 2008

O TEATRO É NECESSÁRIO?
Denis Guénoun

Um tema que vem se propondo cada vez mais ao exame crítico moderno é o do estatuto do teatro no contexto globalizado e tecnocentrado da contemporaneidade e, nesse sentido, é valiosa a reflexão que este volume da coleção Debates, traduzido por Fátima Saadi, leva ao leitor de língua portuguesa. Trata-se de responder à questão: O Teatro é Necessário? Para tanto Denis Guénoun acompanha, ao longo da história do teatro, a formação e as modificações do conceito de identificação com o personagem, tanto por parte do ator quanto do espectador. Na Antigüidade, a mimese não supunha a identificação, que se esboça a partir da releitura renascentista da Poética de Aristóteles e encontra seu ápice no naturalismo do fim do século XIX. Diderot, Stanislávski e Brecht são tomados como marcos na discussão sobre a ilusão no teatro, redirecionada com o surgimento do cinema que, ao se apoderar do imaginário do espectador, satisfazendo a seu desejo de identificação, torna ainda mais evidente a vocação do teatro para o jogo, para o fazer compartilhado entre atores e espectadores, capaz de articular de modo produtivo a estética, a ética e a política.

Denis Guénoun nasceu em 25 de maio de 1946, em Oran, na Argélia. É professor universitário, ensaísta, escritor, ator, dramaturgo e diretor teatral. Doutor e Mestre em Filosofia pela Universidade de Estrasburgo e pesquisador de arte e ciências da arte da Universidade de Paris, Guénoun já lecionou na Universidade de Paris-Sorbonne, Universidade de Rennes, Universidade de Princeton e é Diretor do Centro de Pesquisa sobre a História do Teatro na Universidade de Paris. Tem vários livros e artigos publicados.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Encontro do Projeto Espaço Aberto